Sobre Nós

Professor Associado de Língua Latina do Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense. Ex-professor da Universidade de Brasília e da Universidade Estadual Paulista. Bacharel em Letras e Doutor em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo. Ex-membro da Academia Brasileira de Filologia. Sócio do Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos. Autor do "Repertório brasileiro de língua e literatura latina (1830-1996)" (Cotia: Íbis, 2006, 231 p.).

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Currículo e publicações disponibilizadas na Internet

"Dicionário de tupi antigo": nota de Eduardo Tuffani à "defesa" de Eduardo de Almeida Navarro (III) [Orkut]

Currículo e publicações disponibilizadas na Internet

Currículo

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EDUARDO TUFFANI MONTEIRO (20-9-1959) [PARA O DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE FILOLOGIA]

EDUARDO TUFFANI MONTEIRO (20-9-1959) [PARA O DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE FILOLOGIA].pdf (121,1 kB)

DE MAGISTRIS COLENDIS (O RESPEITO AOS MESTRES): DISCURSO DE POSSE NA ACADEMIA BRASILEIRA DE FILOLOGIA

DE MAGISTRIS COLENDIS (O RESPEITO AOS MESTRES) DISCURSO DE POSSE NA ACADEMIA BRASILEIRA DE FILOLOGIA.pdf (137,4 kB)

REPERTÓRIO BRASILEIRO DE LÍNGUA E LITERATURA LATINA (1830-1996)

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ESTUDOS VITRUVIANOS: O DE ARCHITECTURA

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ESTUDOS VITRUVIANOS: MANUSCRITOS, EDIÇÕES E TRADUÇÕES

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ESTUDOS VITRUVIANOS: INTRODUÇÃO

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“OS ESTUDOS LATINOS NO BRASIL” E FILOSOFIA E TEOLOGIA EM SÃO PAULO EM MEADOS DO GOVERNO DO MORGADO DE MATEUS (1771)

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"DICIONÁRIO DE TUPI ANTIGO": NOTA DE EDUARDO TUFFANI À "DEFESA" DE EDUARDO DE ALMEIDA NAVARRO (III)

 

Eduardo Tuffani

 

(Orkut)

(Escrita no calor da hora, esta nota foi ligeiramente corrigida)

 

Na sua "defesa", verdadeira baixaria, publicada com modificações, Navarro me tratou como um ignorante. Em meados do ano passado, fui convidado por ele para fazer parte do corpo editorial de uma revista da USP. O que ele pensava de mim na ocasião? Na minha crítica, há uma falha, falha essa apontada por ele antes da publicação, quando o meu texto foi divulgado: o resto são bravatas de quem não admite erros e fraquezas.* Não corrigi o passo pois dei o trabalho como finalizado. Por causa desse erro, uma nota equivocada de um tradutor, Navarro considerou que eu não tinha experiência nenhuma com fontes primárias para o estudo do tupi antigo. Se tal erro é o bastante para isso, vale lembrar que Navarro cometeu inúmeros erros: é só confrontar as duas versões do "Método 'moderno'". Além disso, errou em traduções, em etimologias... Se eu sou um ignorante, o que ele é? Fui tão honesto que não modifiquei o meu trabalho. Não vejo Navarro há muitos anos. Naquela época, me apresentava como "tupinista emérito": será que estava sendo honesto? Se disser que mudou de opinião a meu respeito, por que me chamou para a revista, solicitando de minha parte trabalho para publicação? Só há um grande tupinólogo vivo, e não é Navarro. Foi graças a ele que Navarro teve coragem de lançar o seu "Método", elaborado com base no "Curso" de Lemos Barbosa, obra de referência, mas envelhecida e desprovida de análise linguística moderna. Hoje Navarro diz que o seu Mestre só conhece bem as gramáticas e o vocabulário coloniais! Parece que só ele é que sabe lidar com as fontes primárias. No seu "Método", porém, há muito a corrigir por tê-las trabalhado de forma equivocada. No século XX, entre os tupinólogos, os maiores foram Frederico Edelweiss, Antônio Lemos Barbosa e Aryon Rodrigues. Os seus trabalhos estão à disposição para serem lidos. Numa dúvida maior, deve-se recorrer a eles. É o que faço. Vou recorrer a Navarro que começou ensinando "aõa", depois "aûã", em seguida "ãûa", quem sabe agora "aûã" de novo? Pelo que eu sei, desde os anos sessenta, a forma reconstituída é "aûã". Fui tão agredido, até xingado por e-mail, que acho que posso dizer isto: algumas pessoas me disseram que "não se gasta boa vela com mau defunto". É a última postagem sobre o assunto pois tudo isso é muito desagradável. Quando falta a educação, é melhor deixar falar sozinho quem apela para o xingamento.

 

* Navarro desorientou o leitor ao ter afirmado que, em vão, procurei um "verbo" no seu "Dicionário", quando, na verdade, dei por falta de um verbete para "ypyra". As gramáticas coloniais dão "pyra" para "parte próxima", mas Edelweiss e Lemos Barbosa chegaram a "ypyra" ou "pyra" e, para tanto, tiveram seus motivos. Se Navarro tivesse analisado melhor o material coletado para o seu "Dicionário", teria chegado às mesmas conclusões desses dois grandes tupinólogos, autores de trabalhos concebidos de forma séria e honesta. Na maior parte dos pontos, Navarro se defendeu de maneira tortuosa: basta confrontar as citações e as referências. Deve ser difícil para esse professor de tupi admitir o erro, mas é errando que se aprende. Ele interpretou "petymamanymbyra", o "charuto", literalmente "tabaco enrolado", por "fumaça que se inala ao se fumar", influenciado pela entrada do verbete do "Vocabulário" jesuítico "fumaça que se bebe", verbete em que estão "tabaco" e "charuto".